A Comunidade Quilombola Mumbuca é o coração pulsante do artesanato de capim dourado no Jalapão, oferecendo uma imersão cultural autêntica com as mestras artesãs e a rica história quilombola.
Onde fica: Mateiros, TO, Jalapão (TO).
Melhor época: Maio a Setembro (estação seca)
A Comunidade Quilombola Mumbuca, encravada no coração do Jalapão, em Mateiros, Tocantins, é muito mais do que um simples vilarejo; é o berço e o epicentro do artesanato de capim dourado, um ícone da cultura tocantinense e do Brasil. Este lugar de profunda significância histórica e cultural oferece aos visitantes uma imersão autêntica na vida quilombola, onde a tradição se entrelaça com a natureza exuberante do cerrado. Fundada por descendentes de escravizados, Mumbuca mantém viva a memória e os costumes de seus ancestrais, com destaque para a arte milenar de transformar o capim dourado em joias e objetos de desejo.
Para chegar a Mumbuca, a logística é parte da aventura pelo Jalapão. Partindo de Palmas, a capital do Tocantins, a viagem de carro é longa, exigindo um veículo 4x4 devido às estradas de terra e areia que cortam a região. A rota mais comum geralmente passa por Ponte Alta do Tocantins, considerada a porta de entrada para o Jalapão, e segue em direção a Mateiros, a cidade-base para a maioria dos atrativos. De Mateiros, o acesso à Comunidade Mumbuca é relativamente próximo, cerca de 20 a 30 quilômetros, por vias não pavimentadas. É fundamental contar com um guia experiente, especialmente se você não estiver familiarizado com a navegação em terrenos arenosos e sem sinalização clara, garantindo não apenas a segurança, mas também a otimização do tempo para aproveitar ao máximo a visita.
Não existe uma época única e absoluta
A Comunidade Mumbuca não cobra taxa de entrada dos visitantes. No entanto, é importante considerar que o principal objetivo da visita é apoiar o artesanato local, então reserve um valor para adquirir as lindas peças de capim dourado e experimentar a culinária da região, contribuindo diretamente para o sustento das famílias.
Para chegar à Comunidade Mumbuca, especialmente se você não tem experiência em estradas de areia do Jalapão, é altamente recomendável contratar um guia local ou visitar como parte de um pacote de agência. Isso não só garante a segurança e evita que você se perca, mas também enriquece a experiência com informações culturais e históricas.
Não é aconselhável tentar chegar a Mumbuca com um carro de passeio. As estradas no Jalapão são predominantemente de terra e areia fofa, exigindo um veículo 4x4 e experiência de condução em terrenos off-road. Tentar a travessia com um carro comum pode resultar em atolamentos e danos ao veículo.
Sim, a Comunidade Quilombola Mumbuca é considerada um local seguro para turistas. Os moradores são hospitaleiros e recebem os visitantes com cordialidade. Como em qualquer viagem, é sempre prudente ter atenção aos seus pertences, mas a comunidade preza pela boa convivência com os visitantes.
A Comunidade Mumbuca possui uma estrutura simples, mas acolhedora. Há banheiros rústicos disponíveis e algumas casas oferecem refeições caseiras deliciosas, preparadas com ingredientes locais, mediante agendamento prévio ou conforme a disponibilidade do dia. O foco da visita é a autenticidade e a vivência cultural.
A melhor época para visitar Mumbuca e o Jalapão em geral é durante a estação seca, que vai de maio a setembro. Nesse período, as chuvas são escassas, as estradas estão em melhores condições e o clima é mais ameno, facilitando a exploração dos atrativos. No entanto, o capim dourado é colhido em setembro, o que pode ser uma época interessante para quem busca entender o processo.
Além de adquirir o artesanato, você pode participar de oficinas de confecção de peças com capim dourado (se agendado), ouvir histórias sobre a cultura quilombola, experimentar a culinária local e interagir com as artesãs para entender o processo de manejo sustentável do capim. É uma oportunidade de aprendizado e conexão profunda.
A melhor forma de apoiar a Comunidade Mumbuca é comprando o artesanato de capim dourado diretamente das artesãs, valorizando seu trabalho e garantindo que o recurso fique na comunidade. Além disso, participar das atividades locais, como refeições e oficinas, também contribui para o desenvolvimento e a sustentabilidade do local.